27 de mai. de 2012


Quantas vidas eu tive até aqui?
Quantas vezes perdi, chorei, sofri,
insistindo sempre nos mesmos erros,
ensaiando alguns acertos,
tropeçando nestes ensaios,
que por muito tempo me pareceram
estreias de monólogos, peças únicas
em cartaz...esquecendo as
reestreias,
as primaveras,
as solicitudes de quem desconfia
que erra e tateia no escuro
porque não quer ver a claridade,
porque diante dos gritos,
insiste em se fazer de surda...
Ser algoz
Ser violento
Ser indiferente
Ser vítima
Ser eu.....
E ter todos aqui,
diante de mim,
me olhando no espelho,
sussurrando, gritando,
pedindo, chorando,
ordenando, explicando,
“Lembre se de nós,
mas não se prenda a nossa voz,
continue de onde paramos,
e não repita as lamentações,
há tantos que nos amam,
há tantos que nos querem bem,
há tantos neste espelho,
de onde te vemos,
e você não nos vê...”
Há tantos aqui,
perto de mim,
acompanhando os dedos
escorregarem por essas teclas,
pedindo para que eu não
caia de joelhos,
mas que sinta a amorosidade,
as boas intuições,
a perseverança,
o amor que me acompanha...
todas as novas e boas ideias
que surgem para fazer desta vida,
de todas as próximas vidas,
algo que não fiz ainda.

Meu primeiro mico publicado - outros virão, com certeza....



Ontem, recebi o boleto da Marisa. Verifiquei que, além da minha parcela de R$ 47, havia outro débito de R$ 53. A princípio, estranhei, pois não me lembrava de ter feito nenhuma compra lá neste último mês. Dei uma olhada nas minhas roupas e não havia nada de novo...Peguei os boletos anteriores e conferi que as parcelas eram as mesmas. Reuni os boletos e comecei a me preparar para ir até a loja, e nada de encontrar o meu cartão da loja. “Pronto”, pensei, “será que perdi o cartão e alguém usou? Mas eles sempre pedem o RG, então, se usaram o meu cartão, a culpa é da loja, não vou pagar!”. Antes de sair, procurei me acalmar, me organizar para enfrentar a situação com serenidade e desejei encontrar um ou uma atendente que também fosse calmo e atencioso.
Lá chegando, fui logo atendida e expliquei a situação para um rapaz:
--- Boa tarde, preciso da sua ajuda. Recebi o boleto da loja e vi que aqui tem um valor de compra que eu não fiz. Eu deveria pagar somente R$ 47, como nos boletos anteriores – disponibilizei os boletos para o rapaz – e aqui consta esse outro valor e eu não sei do que se trata. Você poderia ver no sistema que compra foi feita com esse valor? Eu estou preocupada porque não sei do que se trata...
---Olha, não dá para saber por aqui (aponta para o computador) qual foi a compra feita, deixa eu ver isso aqui.
E o atendente passou a verificar os meus boletos, olhando um por um, e me respondeu:
---Você tem esse valor de R$ 53 no boleto deste mês porque o boleto do mês passado não foi pago...
"Ai meu Deus, Ai meu Deus, Ai meu Deus"
---Ah, não foi pago???
---Não.
---Ah, o boleto do mês anterior não foi pago....entendi. É por isso que eu tenho essa conta? - e eu penso em repetir a pergunta, pois não sabia onde enfiar a cara...
---Sim, é a cobrança anterior com juros.
---Ah, com juros - e meus olhos são só reticências - Entendi, bem, menos mal. É... Muito obrigada pela ajuda.
E saio da loja sem olhar para trás...
Moral da história:
1º Se eu tivesse adotado uma postura petulante, prepotente, do tipo “EU NÃO FIZ ESSA COMPRA, ALGUÉM USOU O MEU CARTÃO VOCÊS NÃO PEDIRAM O RG”, o meu tombo teria sido bem maior e muito dolorido.
2º É muito bom poder rir de mim, isso faz com que eu me lembre de que sou suscetível de erro, e que esse erro ganha a dimensão que eu dou a ele, é bom lembrar que sou humana. E é bom compartilhar meus “micos” com meus amigos. Rir junto é mais legal.