27 de mai. de 2012


Quantas vidas eu tive até aqui?
Quantas vezes perdi, chorei, sofri,
insistindo sempre nos mesmos erros,
ensaiando alguns acertos,
tropeçando nestes ensaios,
que por muito tempo me pareceram
estreias de monólogos, peças únicas
em cartaz...esquecendo as
reestreias,
as primaveras,
as solicitudes de quem desconfia
que erra e tateia no escuro
porque não quer ver a claridade,
porque diante dos gritos,
insiste em se fazer de surda...
Ser algoz
Ser violento
Ser indiferente
Ser vítima
Ser eu.....
E ter todos aqui,
diante de mim,
me olhando no espelho,
sussurrando, gritando,
pedindo, chorando,
ordenando, explicando,
“Lembre se de nós,
mas não se prenda a nossa voz,
continue de onde paramos,
e não repita as lamentações,
há tantos que nos amam,
há tantos que nos querem bem,
há tantos neste espelho,
de onde te vemos,
e você não nos vê...”
Há tantos aqui,
perto de mim,
acompanhando os dedos
escorregarem por essas teclas,
pedindo para que eu não
caia de joelhos,
mas que sinta a amorosidade,
as boas intuições,
a perseverança,
o amor que me acompanha...
todas as novas e boas ideias
que surgem para fazer desta vida,
de todas as próximas vidas,
algo que não fiz ainda.

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